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Showing posts from October, 2019

Capítulo 8 - Desafio

Capítulo 8 – Desafio Um belo desafio… Fernando, soltou Deborah do beijo e olhou-a novamente nos olhos. Queria ler-lhe a alma. Gostava de saber se ela sentiu o que ele sentiu? Gostava de saber se aquele beijo havia dito a mesma coisa a ambos. Mas, será que se tinha precipitado? Deborah, não parecia zangada. Deixou-a respirar e aguardou a sua reação. Surpreendeu-se quando ela encostou-se, ergueu ligeiramente o pescoço e entreabriu os lábios. Beijou-a novamente. Susteve a vontade de a beijar sofregamente. Fez um esforço para manter o beijo o mais calmo possível, tentou parar no tempo… - Estou enfeitiçado por ti, Deborah. – disse quando finalmente a libertou. - Não sei o que isto é, mas… Beija-me… Beija-me novamente… Só mais uma vez, quero ter a certeza. Fernando, acedeu e beijou-a. Desta vez soltou-se e beijou-a apaixonadamente. Com mais força, com mais fome… Queria mais… Afastou-se. Não podia ir mais longe. - Os teus primos vão começar a questionar sobre nós. - É verdade,...

Capítulo 7 - Filme Cor de Rosa

Capítulo 7 – Filme Cor de Rosa As coincidências eram muitas. Como era possível? Como é que viveram a poucos metros de distância durante tanto tempo e nunca se haviam encontrado? E, assim, de repente encontram-se em Luanda, no local onde ambos nasceram, mais precisamente na Chicala? Não acreditava em destino, mas pelo percurso de ambos parecia que mais cedo ou mais tarde tinham que se conhecer. Será que era de algum desses sítios que o reconhecia? Será que tinha retido o seu rosto naqueles momentos repentinos em que vemos algo pelo canto do olho, mas não prestamos atenção? O olhar de Fernando incomodava-a. Incomodava-a porque praticamente a penetrava. Sentia que ele conseguia ler a sua alma. Era um olhar hipnotizante. Poderia ficar horas com os olhos poisados no dele e dizer-lhe todos os segredos que ele quisesse roubar. - És um mistério para mim, Deborah. – Fernando interrompeu-lhe o pensamento. - Sou um livro aberto, não tenho nada de misteriosa. - Pergunto-me como é que...

Capítulo 6 - Destino

Capítulo 6 – Destino O sorriso daquela mulher era algo simplesmente extraordinário. Fernando, estava completamente enfeitiçado por Deborah. Quando chegou ao restaurante não queria acreditar que estava realmente a vê-la novamente. Tinha perdido as esperanças até José ter decido armar-se em cupido. Estava deslumbrado pela simplicidade dela. Por norma, as mulheres com quem saia, produziam-se muito para o impressionar. Deborah vestiu-se de uma forma simples e elegante. Um leve tom de vermelho nos lábios carnudos, e provavelmente deliciosos, o cabelo solto (algo que muitas mulheres africanas evitavam)… Perfeita. Simplesmente, perfeita. Naquele momento, jurou que tinha que conhecer mais sobre essa mulher. Durante o jantar, tentou dentro dos possíveis, dar atenção a todos. Até porque seria complicado falar com ela diretamente com um grupo tão grande. Sugeriu um passeio pela marginal para ajudar na digestão como pretexto para prolongar a noite e poder falar com Deborah de uma forma m...

Capítulo 5 - Finalmente

Capítulo 5 – Finalmente Deborah, estava ligeiramente nervosa. Os primos concordaram em ir jantar ao Mercado do Peixe apenas para a acompanhar. Francisco, principalmente, não achava muito boa ideia, mas a prima era uma mulher adulta e a decisão final era dela. - Realmente, fiquei com a sensação que já o tinha visto em algum lado, primo. - Até podes ter visto, mas não o conheces. - Pois, mas assim vou conhecer. - Pareces uma miúda. Esses “pulas” são bandidos. Vai simplesmente brincar com a tua cara. Para além disso, amanhã vais embora. Não vejo qual o sentido deste encontro. - Por isso mesmo. Porque vou amanhã embora não há risco nenhum. Mas seria uma boa história para contar sobre a minha viagem a Luanda. - Tu é que sabes, prima. Agora fiquei com fome, vê se te despachas. Estás aí às voltas com o que vestir. - Ok. Pronto, pronto… Vou despachar-me. Também já estou com fome… Mas se a Walkiria estivesse em casa, seria mais fácil. Tenho a certeza que ajudar-me-ia com o q...

Capítulo 4 - Destino

Capítulo 4 – Destino Fernando, não conseguiu almoçar. Deixou mais de metade do peixe no prato e nem sequer tocou na banana assada, que pediu à Dona Maria especialmente para grelhar. - O doutor está bem? - José, não tenho fome. Perdi o apetite. - Vai dizer que é por causa da dama que saiu daqui. - Por acaso, é sim. Não me sai da cabeça. - Mas a moça tinha feitiço ou quê? - Feitiço não sei, mas aquele sorriso… Aquele sorriso… E tenho a sensação de que a reconheço de algum lado. Não sei… Gostaria de a reencontrar. - Então pergunta à Dona Maria se a conhece. Por norma, os clientes daqui são habituais. - Vou perguntar. Vou perguntar, sim. À saída, Fernando questionou a Dona Maria sobre o grupo que havia saído há meia hora atrás. - Aqueles três moços e uma moça? – Dona Maria perguntou enquanto ao mesmo tempo fazia gestos para a empregada levar peixe para uma das mesas. - O Sr. Francisco e o Sr. Edson almoçam sempre cá. O outro moço e a moça nunca tinha visto. São ...